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Tecnologia fortalece ações da Polícia Militar e amplia resultados do programa Tolerância Zero

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O uso estratégico da tecnologia tem se consolidado como um dos principais aliados da Polícia Militar de Mato Grosso, durante às ações de fiscalização no patrulhamento tático e ostensivo, nos 142 municípios. O Governo do Estado investiu mais de R$ 11 milhões na parte digital à instituição, desde 2022.

Atualmente, a Polícia Militar conta com 100% dos seus rádios em transmissão digital, impossibilitando que as frequências sejam copiadas por terceiros e integrantes de facções criminosas. Também foram adquiridos aparatos tecnológicos para autuações, checagens e confecção dos Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs).

Os recursos também foram aplicados em desenvolvimento de software, como Sistema Auto de Infração de Trânsito, Sistema Certidão de Acidente de Trânsito e o PMobile, aplicativo de consulta policial que proporcionam mais agilidade ao trabalho policial e demais serviços de Tecnologia da Informação (TI).

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, essas ferramentas, aliadas ao treinamento operacional, têm potencializado abordagens, ampliado a capacidade de resposta das equipes e contribuído de forma direta para o enfrentamento à criminalidade.

Conforme o comandante, o emprego de sistemas informatizados, radiocomunicação digital, bancos de dados em tempo real e recursos de videomonitoramento, como o Vigia Mais MT, permite que os policiais realizem fiscalizações mais precisas e seguras, tanto em áreas urbanas, quanto nas áreas rurais.

A tecnologia tem possibilitado, por exemplo, a rápida checagem de veículos e pessoas, o monitoramento de áreas estratégicas e o acompanhamento de deslocamentos suspeitos, tornando o policiamento mais eficiente e preventivo.

“Esses avanços fazem parte dos investimentos do Governo do Estado, por meio do programa Tolerância Zero. A Polícia Militar vive hoje uma realidade completamente diferente, com investimentos históricos, nos seus 190 anos de criação. Nossos policiais contam com tecnologia de ponta, sistemas integrados e equipamentos modernos, que permitem uma atuação mais rápida, segura e eficiente, no patrulhamento tático e ostensivo, refletindo diretamente na redução da criminalidade em Mato Grosso”, ressaltou o coronel Fernando.

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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