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Vigia Mais avança para nova etapa com 10 mil câmeras de alta resolução e uso de inteligência artificial

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Consolidado como referência em videomonitoramento voltado à segurança pública, o Vigia Mais MT, programa do Governo do Estado desenvolvido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), avança para uma nova etapa, que prevê a entrega de mais 10 mil câmeras e tecnologia aprimorada.

Desse total, cinco mil terão sistema de reconhecimento facial. Agora, tanto os modelos modelos bullet(fixas) quanto os Speed Dome (que giram em 360 graus e aproxima a imagem em até 25 vezes), passam a contar com detecção e captura de rosto com o dobro de resolução.

As melhorias incluem também resolução em Full HD, com imagens mais nítidas, maior capacidade de processamento dos dados e imagens, permitindo análises inteligentes mais rápidas e precisas, além de estabilidade e novos recursos de inteligência artificial.

As câmeras também possuem proteção total contra poeira e imersão em água doce, o que assegura o funcionamento mesmo em condições adversas.

Nessa fase de expansão, o investimento previsto para compra de câmeras e acessórios deve chegar a R$ 19 milhões. Das 10 mil previstas, 3.867 câmeras já chegaram em Cuiabá e começam a ser entregues às prefeituras e outros parceiros em novas adesões ou buscam a ampliação do videomonitoramento.


Os parceiros recebem os equipamentos, gratuitamente, de acordo com a exigência da lei que criou ou Vigia Mais(11.766/202), e instalam em vias, praças e outros espaços públicos definidos em conjunto com as forças policiais conforme a necessidade de segurança da população.

O secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, destaca que o aprimoramento do Vigia Mais MT se mostrou necessário diante da eficiência do programa na recuperação de veículos, resolução de crimes, identificação de foragidos da Justiça e produção de provas para inquéritos policiais.

“A eficiência na prevenção e repressão à criminalidade aponta para a busca de mais tecnologia como auxílio ao trabalho humano. As imagens das câmeras do Vigia são certificadas e já serviram como provas em inquéritos policiais”, cita Roveri.

Na recuperação de veículos roubados e furtados, destaca Roveri, as imagens das câmaras do Vigia Mais já possibilitaram ao Governo do Estado a devolução do equivalente em R$ 19,6 milhões às pessoas que tiveram seus carros recuperados com a ajuda da tecnologia de videomonitoramento.

“Sabemos que nem sempre quem adquire um veículo consegue pagar seguro. Então, devolver ao cidadão um bem que garante o ir e vir ao trabalho e o sustento da família, é fazer mais do segurança pública. É se colocar no lugar do outro para entender o impacto e a importância de aliar o uso da tecnologia ao trabalho das forças policiais para a população”, analisa o secretário.

Primeira etapa

Com investimento de R$ 30 milhões, a primeira etapa do programa, iniciada em 2023, previa a entrega de 15 mil câmeras para os 142 municípios de Mato Grosso e outros órgãos públicos e privados interessados que firmassem parceria com o Estado para monitoramento de ruas, avenidas, praças e demais espaços de uso coletivo.

O número, porém, foi ampliado para mais de 20 mil após a inclusão da Secretaria de Educação (Seduc-MT), que adquiriu e instalou 5.500 câmeras nas unidades escolares estaduais de todos os municípios.

Atualmente, 129 municípios efetivaram adesão ao Vigia Mais MT e 19.900 câmeras foram entregues. Dessas 19.900, 15.900 estão em operação no Ciosp (Centro Integrado de Operações em Segurança Pública), enquanto as demais se encontram em fase de instalação.

Todas as câmeras do Vigia Mais estão sob monitoramento do Ciosp, em tempo real. Já os policiais acompanham, também em tempo real, as câmeras de suas áreas de atuação. Os gestores municipais e representantes de instituições ou empresas que aderiram ao programa estão autorizados a acompanhar imagens dos equipamentos que instalaram.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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