Mato Grosso
Vigia Mais MT auxilia na prisão de motoqueiro com placa falsa comprada na internet
Mato Grosso
Um homem de 52 anos foi preso na manhã desta terça-feira (7.10) após ser flagrado por câmeras do Vigia Mais MT circulando com uma motocicleta com placa falsa adquirida pela internet. A prisão foi realizada pela Guarda Municipal de Várzea Grande, nas proximidades do Aeroporto Internacional Marechal Rondon.
O suspeito conduzia uma moto preta com placa SHI 49CC, que indicaria se tratar de uma “cinquentinha”, veículos de até 50 cilindradas. No entanto, a equipe constatou que a motocicleta, fabricada em 2023, possui 160 CC e nunca havia sido emplacada oficialmente.
Segundo o comandante da Guarda Municipal, inspetor Juliano Lemos, o homem confessou que utilizava a placa irregular para furar semáforos e trafegar acima da velocidade permitida, alegando que assim “ganhava tempo e agilidade”. “Já estávamos monitorando, pois recebemos denúncias que alguns motociclistas estariam circulando com veículos com placas adulteradas, objetos decorativos adquiridos na plataforma Shopee e instalado por conta própria, com o intuito de evitar radares e autuações de trânsito”, explicou o inspetor.
Durante a checagem, os agentes também constataram que o suspeito possui antecedente criminal por associação criminosa e tráfico de drogas, registrado pela Polícia Federal em Cáceres, no ano de 2009.
O superintendente do Ciosp, tenente coronel PM Wangles dos Santos Lino, destacou a importância do videomonitoramento para a retirada de infratores das ruas. “Após passar por câmeras do Vigia Mais MT com tecnologia de leitura de placas, o sistema trouxe a informação que o veículo não existe. Imediatamente, foi repassado via rádio para as equipes de Várzea Grande e a Guarda Municipal logrou êxito na abordagem e constatou que realmente a placa não existia. Mas uma vez, a tecnologia embarcada nas câmeras do programa Vigia Mais MT, auxiliando na prisão de um infrator da lei”, enfatizou.
O homem foi detido e encaminhado à Central de Flagrantes, onde permanece à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime previsto no Artigo 311 do Código Penal, que trata da adulteração de sinal identificador de veículo automotor, com pena de três a seis anos de reclusão, além de sanções administrativas pela modificação irregular das características do veículo.
Vigia Mais MT
O programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), já entregou 18,8 mil câmeras de videomonitoramento para reforçar a segurança pública em Mato Grosso. Até o momento, 128 municípios aderiram à iniciativa, o que representa mais de 90% das cidades do estado. Desses, 72 já concluíram totalmente a instalação dos equipamentos.
Do total entregue, 15.092 câmeras já estão integradas ao sistema de monitoramento. O programa dispõe de câmeras fixas, speed dome e OCRs, capazes de identificar placas de veículos em um raio de até 2,5 quilômetros. As imagens captadas podem ser acompanhadas em tempo real pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), gestores municipais e forças policiais, cada um dentro de sua área de atuação.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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