Polícia Federal
PF deflagra operação contra tráfico interestadual de drogas por meio de aeronaves
Polícia Federal
Porto Velho/RO. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16/12), a Operação STOL, com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, com atuação predominante no modal aéreo, mediante o emprego de aeronaves de pequeno porte.
Durante a ação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão nas cidades de Porto Velho/RO, Campinas/SP, Itaituba/PA, Santarém/PA e Sinop/MT, todos expedidos pela 2ª Vara de Garantias do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia.
As investigações apontaram que o grupo criminoso se especializou no transporte aéreo de grandes quantidades de entorpecentes, utilizando avionetas para deslocamento das cargas ilícitas, contando com a atuação direta de pilotos vinculados ao esquema, além de integrantes responsáveis pelo apoio logístico, financeiro e operacional.
No curso das apurações, foram identificadas e vinculadas à organização criminosa três grandes apreensões de drogas, sendo aproximadamente 430 kg de entorpecentes na cidade de Humaitá/AM, 22 kg em Lábrea/AM — remanescentes de carga após a queima de uma aeronave utilizada no transporte — e cerca de 480 kg em Machadinho d’Oeste/RO.
Além das medidas restritivas de liberdade, a operação resultou no sequestro de bens de alto valor econômico, incluindo imóveis em condomínios de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa e interromper o ciclo financeiro do tráfico de drogas.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais e outros delitos correlatos, conforme apurado no curso das investigações.
Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia
Fone: (69) 3216-6273
(69) 99972-8890
E-mail: [email protected]
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.
“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.
A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.
Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.
Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.
O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.
“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.
Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.
As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.
Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.
“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.
Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.
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