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PF deflagra operação contra transporte ilegal de ouro em Rondônia

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Porto Velho/RO. Nesta terça-feira (9/9),a Polícia Federal deflagrou a Operação Golden Hair, com o objetivo de desarticular organização criminosa envolvida no transporte ilegal de ouro, garimpo ilegal e lavagem de dinheiro. A ação foi realizada em cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Rondônia, todos executados em Porto Velho/RO.

A investigação teve início a partir de prisão em flagrante efetuada pela Polícia Rodoviária Federal, que interceptou um veículo transportando aproximadamente 1 kg de ouro oculto em compartimentos internos. A partir dessa apreensão, a PF identificou um esquema criminoso estruturado, que utilizava veículos alugados para o transporte do minério entre Porto Velho e Guajará-Mirim/RO. O grupo era liderado por um indivíduo com atividade empresarial legalmente constituída, e contava com a participação de funcionários e familiares atuando como transportadores.

Durante as diligências, foram apreendidos veículos e armas de fogo, supostamente utilizados na atividade criminosa. A análise de documentos revelou a utilização sistemática de contratos de locação de veículos, todos realizados em nome do líder do grupo, mas com condutores diferentes a cada viagem, evidenciando tentativa de diluição de responsabilidades. Um servidor público foi identificado entre os motoristas envolvidos.

Diante dos fatos, a investigação prossegue com a análise do material apreendido.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia

Fonte: Polícia Federal

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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