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PF realiza extradição de foragido da Justiça Federal em Santa Catarina

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Florianópolis/SC. A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (6/10), a extradição de um brasileiro foragido da Justiça Federal em Santa Catarina. O homem foi localizado em Coimbra, Portugal, após inclusão de seu nome na lista de Difusão Vermelha da Interpol, e preso em cooperação com a Polícia Judiciária portuguesa.

O investigado é acusado da prática de crimes sexuais contra crianças e adolescentes, ocorridos em Florianópolis/SC, no ano de 2019. Durante o cumprimento de mandado de busca em sua residência, em Portugal, foram localizados arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil, o que resultou em sua prisão em flagrante. Simultaneamente, no Brasil, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em Palhoça/SC, com o objetivo de reunir provas adicionais.

A investigação teve início em junho de 2025, a partir de relatórios enviados por órgãos internacionais, como o National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC) e a Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos. Os documentos indicavam o uso de plataformas digitais no exterior para o armazenamento de material de abuso sexual infantil. A análise técnica identificou 1.886 arquivos, sendo 471 com indícios de produção própria, inclusive com registros em vídeo realizados pelo próprio autor.

As investigações também apontaram que o suspeito deixou o Brasil em novembro de 2022 com destino à Europa, e que, mesmo no exterior, continuou acessando e armazenando esse tipo de conteúdo.

A extradição foi viabilizada após tratativas diplomáticas entre Brasil e Portugal, com base em mandado de prisão expedido no curso da investigação conduzida pela Polícia Federal. O extraditado foi escoltado por policiais federais desde Lisboa/Portugal até o Aeroporto Internacional de Florianópolis/SC, sendo posteriormente encaminhado ao sistema penitenciário catarinense, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Comunicação Social da Polícia Federal em Santa Catarina 
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 (48) 3281-6699
@pfsantacatarina

Fonte: Polícia Federal

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Deputado prevê rápida aprovação de controle sanitário para suplementos alimentares

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Em entrevista à Rádio Câmara, o deputado Felipe Carreras (PSB-PE) disse acreditar em rápida aprovação de propostas que ampliam o controle sanitário e as punições para fraudes e publicidade enganosa em torno dos suplementos alimentares. Os três projetos de lei (PLs 5229/25, 5319/25 e 6000/25) foram recomendados pelo grupo de trabalho que ele coordenou na Câmara dos Deputados, já tiveram o regime de urgência aprovado e, portanto, estão prontos para votação no Plenário. Além de criminalização e aumento de multa diante de irregularidades, as propostas têm foco em segurança alimentar.

“É algo muito sério e eu acredito que, logo, a gente vai dar um remédio para proteger o consumidor brasileiro. Nós temos a grande chance de ter uma legislação moderna e de referência internacional, na medida em que nós procuramos enxergar todos os mercados mundiais que comercializam suplemento. A gente acha que, nos próximos dias, a gente terá essa legislação aprovada”, disse.

Banalização dos produos
A recente morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, em São Paulo, aumentou o alerta da sociedade em geral sobre a banalização do uso e do comércio de anabolizantes. O jovem falava abertamente desses produtos em suas redes sociais, com cerca de 1,7 milhão de seguidores. Ele recebeu uma das doses injetáveis diante das câmeras, nas redes de outro influenciador digital. Felipe Carreras mostra como as propostas enfrentam situações como essa.

“A gente pensa em uma proibição, uma multa, para a rede social que estiver possibilitando esse tipo de propagação indiscriminada, assim como as big techs que ofertam no Mercado Livre, no Amazon, na Shopee, esse tipo de produto. Pior do que a suplementação inadequada é a substância falsificada e isso está entrando no Brasil e sendo sugerido por esses digital influencers, que não têm nem formação médica.”

Entre 2000 e 2025, 63% dos processos analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram relacionados a suplementos, envolvendo uso de anabolizantes, manipulação do teor de proteínas e rótulos irregulares. Nas audiências públicas promovidas pelo grupo de trabalho, entre outubro do ano passado e março deste ano, técnicos da Anvisa relataram casos de suplemento ômega 3 feito apenas de óleo vegetal com aroma de peixe; whey protein e creatina à base de farinha com saborizante; e substâncias tóxicas do agronegócio em laboratório de suplemento alimentar.

Importância da legislação
O deputado argumentou que a regulamentação desse setor não pode ficar restrita apenas a resoluções da Anvisa, como acontece hoje.

“Não há uma lei nacional sobre isso. Há uma RDC, que é uma resolução de diretoria de colegiado da Anvisa. A gente teve recentemente uma marca forte de leite, com um lote em que tinha criança apresentando sintoma gastrointestinal. Foi retirado esse lote. Sabe qual foi a punição que essa empresa grande recebeu? Nada. Hoje foi noticiada a questão da água mineral, em que está sendo retirado esse lote porque tem uma bactéria. Talvez receba apenas uma punição administrativa”, reclamou.

Felipe Carreras deverá ser o relator das propostas de controle sanitário dos suplementos alimentares no Plenário da Câmara. O deputado lembrou que as audiências no grupo de trabalho ouviram todos os setores envolvidos, desde as empresas até médicos e nutrólogos.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Ana Chalub

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