Polícia
Polícia Militar registra aumento de 82% nas apreensões de drogas em um ano do programa Tolerância Zero
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Em um ano do programa Tolerância Zero, criado pelo Governo de Mato Grosso, a Polícia Militar registrou um aumento de 82% no número de apreensões de drogas em todo o Estado. Desde novembro de 2024, já foram retirados de circulação mais de 19 mil quilos de entorpecentes, em comparação com o mesmo período de 2023, quando foram recolhidos pouco mais de 10.442 quilos.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, explicou que o Tolerância Zero integra todas as Forças de Segurança do Estado com o objetivo de combater as facções criminosas e que, neste período, já foi comprovada a redução da criminalidade na zona rural e urbana de Mato Grosso.
O coronel Fernando ressaltou que esse resultado no balanço de apreensão é um número bastante significativo para a instituição, pois reforça que a Polícia Militar está empenhada e comprometida com o policiamento tático e ostensivo nos 142 municípios do Estado, por meio dos 15 Comandos Regionais. Além disso, o coronel relembrou que, nos últimos seis anos, a PMMT recebeu mais de R$ 237,2 milhões em investimentos do governo, modernizando completamente a sua estrutura.
“A Polícia Militar, nos seus 190 anos, vive uma realidade completamente diferente e que em algum momento foi inimaginável, com tantos investimentos por parte do governador Mauro Mendes, desde a entrega de viaturas, reformas e construção de unidades militares em todo o Estado. Atualmente, os policiais militares contam com armas próprias, tecnologia de ponta para o atendimento de ocorrências e infraestrutura de qualidade para seus integrantes”, enfatizou o coronel Fernando.
Combate ao tráfico
Entre as grandes apreensões deste ano, destaca-se o encontro de 1,5 tonelada de cocaína, na zona rural de Juruena, em fevereiro. A ação integrada das forças de segurança localizou os entorpecentes próximo a uma pista clandestina de pouso e causou mais de R$ 100 milhões de prejuízo às facções criminosas.
No mês de junho, duas grandes apreensões ocorreram na mesma semana. Em Alto Garças, as forças de segurança apreenderam 455 quilos de pasta base de cocaína, que estavam escondidos no fundo falso de uma carreta que transportava uma carga de soja. Um homem e uma mulher foram presos. O prejuízo para as facções criminosas foi de mais de R$ 8 milhões.
Na cidade de Ponte Branca, a Polícia Militar apreendeu 837 quilos de maconha após uma caminhonete sofrer um acidente na rodovia MT-100. Dois homens que estavam transportando a droga fugiram do local, mas foram presos horas depois por tráfico de drogas.
O subchefe do Estado-Maior, coronel Anderson Luiz do Prado, reforçou que, neste primeiro ano do programa Tolerância Zero, a Polícia Militar de Mato Grosso intensificou as ações de policiamento, como abordagens, barreiras, blitz e pontos de bloqueio, além de deflagrar inúmeras operações em conjunto com as demais forças de segurança em todo o Estado e, de forma individual, simultaneamente, em todas as regiões.
“Todas as unidades da Polícia Militar têm dado pronta resposta contra o tráfico de drogas. Nossos militares estão cada vez mais empenhados, qualificados e, com os investimentos sendo feitos, é possível dar uma resposta rápida contra as facções criminosas e resgatar a sensação de segurança da população”, comentou o coronel Anderson Luiz do Prado.
Tolerância Zero
Vale ressaltar que, quando somada às demais forças de segurança, as apreensões de drogas saltaram de 39,4 toneladas para 51,8 toneladas entre novembro de 2024 e novembro de 2025, um aumento de 31% quando comparado ao mesmo período de 2023-2024, segundo números da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Polícia Civil mira grupo familiar envolvido na divulgação de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Aposta Perdida, para cumprir 34 ordens judiciais contra um grupo criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.
As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro cautelares de apreensão de passaporte e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões. Todas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com apoio da Diretoria de Inteligência, identificou um esquema estruturado de obtenção de valores ilícitos por meio da divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”, que são consideradas ilegais por não estarem regulamentadas no país.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema, no Estado de Santa Catarina. Entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar, além de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, que seriam utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.
A operação tem como objetivo desarticular o esquema criminoso, interromper a circulação de valores ilícitos e aprofundar a coleta de provas, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos.
Jogos digitais e lavagem de dinheiro
Os elementos apurados apontaram que os investigados utilizavam redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados. O modelo de funcionamento apresentava características típicas de pirâmide financeira, em que os rendimentos dependiam da entrada de novos usuários.
Apontado como principal articulador do esquema, o alvo principal exercia papel central na movimentação financeira e na ocultação dos valores ilícitos ganhos com a divulgação dos jogos de azar, utilizando empresas e bens de alto valor para dar aparência de legalidade aos recursos.
As investigações também apontaram que os valores obtidos eram dissimulados por meio de empresas, movimentações financeiras fracionadas e aquisição de bens de alto valor, incluindo imóveis de luxo, veículos importados, como BMW, Land Rover e Porsche, e outros patrimônios incompatíveis com a renda declarada.
Há indícios ainda de uso de “laranjas” e empresas de fachada, bem como transações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios técnicos produzidos ao longo da investigação evidenciaram movimentações milionárias, divergências fiscais e vínculos com outras pessoas investigadas por crimes semelhantes, além de conexões com plataformas e contatos internacionais associados a fraudes digitais.
Influencers
As investigações também apontaram o papel central da esposa e da cunhada do principal investigado, que atuavam como influenciadoras digitais no esquema criminoso e utilizavam suas redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis e elevados.
Por meio de postagens frequentes, ostentação de resultados e divulgação de links para acesso aos jogos, as investigadas ampliavam o alcance das plataformas, muitas vezes utilizando contas demonstrativas para simular lucros. Além de fomentar a adesão de novos usuários, essa atuação contribuía diretamente para a geração de receitas ilícitas, posteriormente inseridas no sistema financeiro por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação.
Vida de alto padrão
O alto padrão de vida ostentado pelos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.
Mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em um curto espaço de tempo, imóveis de alto padrão, veículos de luxo, realizou viagens frequentes e passou a ostentar elevado padrão financeiro nas redes sociais, sem lastro econômico lícito que justificasse tais aquisições.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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