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CCI Padre Firmo promove reflexão sobre envelhecimento e inclusão

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Com o tema “A luta da pessoa idosa com deficiência”, os idosos do Centro de Convivência para Idosos (CCI) Padre Firmo Pinto Duarte Filho participaram de uma palestra em homenagem ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A atividade foi ministrada pela assistente social da Secretaria Adjunta de Inclusão, Luana Flávia, que tem baixa visão, e pelo professor Alex Lili, que possui deficiência visual.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, que é pessoa com deficiência monocular, durante o encontro, os profissionais abordaram os desafios enfrentados pela pessoa com deficiência, além de direitos, inclusão e políticas públicas voltadas ao envelhecimento com qualidade de vida.

“Envelhecer com qualidade de vida e acessibilidade não é um privilégio, é um direito que precisamos assegurar diariamente por meio de políticas públicas fortalecidas. E nossos Centros de Convivência de Idosos são fundamentais nessa jornada”, destacou a secretária.

Luana explicou que a proposta foi levar aos idosos uma reflexão sobre as barreiras que podem surgir durante o processo de envelhecimento. Segundo ela, é necessário que os gestores públicos considerem as necessidades específicas desse público na formulação de políticas públicas. “Pontuamos aqui quais são as principais barreiras enfrentadas pela pessoa idosa e também pensamos em políticas públicas voltadas para esse público”, afirmou.

Para os participantes do CCI, a discussão também ajudou a ampliar a percepção sobre as mudanças que podem ocorrer ao longo da vida. Aos 70 anos, Geni Oliveira ressaltou que o envelhecimento não deve ser encarado como motivo para abandonar atividades, sonhos e a própria autonomia. “Não é porque a idade está chegando que a gente vai ficar só dentro de casa, não ter uma vida e deixar de ter autoestima. Vamos ter otimismo, garra, vibração e luta no nosso dia a dia”, afirmou.

A palestra também proporcionou momentos de troca de experiências e reflexão. O professor Alex Lili destacou que a discussão sobre o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência ganha uma dimensão ainda maior quando considera o envelhecimento da pessoa com deficiência, especialmente diante da necessidade de garantir uma velhice saudável e uma rede de apoio.

“Uma coisa é você falar que a pessoa com deficiência precisa de oportunidade para trabalhar, praticar esporte, ter saúde, lazer, turismo e cultura. Outra coisa é pensar a pessoa idosa nesse contexto, com uma velhice saudável e uma rede de apoio com a qual possa contar”, afirmou Alex.

Dona Celina Ramos chamou atenção para situações que podem passar despercebidas no cotidiano. Ela observou que dificuldades relacionadas à visão, pernas, pés e outras partes do corpo podem representar limitações que precisam ser reconhecidas e consideradas. “A partir do momento que a gente tem problema visual e usa óculos, isso já é uma deficiência. Não adianta esconder. E há outras deficiências que a gente não para para pensar e analisar”, observou.

O secretário adjunto de Inclusão, Andrico Xavier, também destacou os avanços na construção de políticas públicas mais inclusivas, com diálogo direto com as pessoas com deficiência e suas entidades representativas. Entre as ações estão o combate ao capacitismo, o Passe Livre Cultural, a valorização dos paratletas e atletas surdos, a busca por melhorias no serviço Buscar e o atendimento às pessoas com fibromialgia e doenças raras, incluindo a emissão das carteiras de identificação. “Ainda temos desafios, mas estamos trabalhando para garantir mais acessibilidade, autonomia, oportunidades e protagonismo”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Lei cria Semana Nacional da Empresa Júnior, a ser celebrada em abril

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A partir de 2027, o Brasil terá a Semana Nacional da Empresa Júnior, a ser comemorada anualmente no período que incluir o dia 6 de abril.

A intenção é disseminar a cultura da empresa júnior a partir de uma série de eventos, incentivando o empreendedorismo jovem no país.

É o que estabelece a Lei 15.510, de 2026, sancionada nesta semana pela Presidência da República. A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (22).

A nova lei teve origem em um projeto apresentado pelo senador Jayme Campos (União-MT): o PL 4.412/2021.

A empresa júnior é uma associação sem fins lucrativos, gerida por estudantes universitários, que presta serviços e realiza projetos que devem capacitá-los para o mercado de trabalho.

Líder mundial

Na época em que apresentou o projeto, em 2021, Jayme Campos destacou que o Brasil é considerado o país com o maior número de empresas juniores do mundo — mais de 1,4 mil unidades, segundo estimativas mais recentes.

O senador também afirmou que o país conta com uma confederação, a Brasil Júnior, que é gerida por universitários e reúne cerca de 26 mil empresários juniores dos diversos cursos de graduação.

Antes de se tornar lei, o projeto foi aprovado no Senado e na Câmara dos Deputados. O relator da proposta no Senado foi Izalci Lucas (PL-DF).

Objetivos

De acordo com a nova lei, os objetivos da Semana Nacional da Empresa Júnior são:

  • promover palestras, debates, seminários e outros eventos;
  • apoiar as atividades lideradas e desenvolvidas por empresários juniores;
  • divulgar o impacto positivo do Movimento Empresa Júnior (rede internacional formada por empresas juniores, estudantes e universidades);
  • estimular campanhas de contratação de empresas juniores;
  • promover ampla divulgação, nos meios de comunicação, da atuação da empresa júnior;
  • intensificar parcerias entre setor privado e setor público para promover e estimular o Movimento Empresa Júnior;
  • fomentar o surgimento de empreendedores e empreendimentos com base em políticas de desenvolvimento econômico sustentável;
  • estimular parcerias entre instituições de ensino superior e empresas juniores.

Data

Quando apresentou o projeto, Jayme Campos explicou que a data escolhida (6 de abril) é uma homenagem à Lei 13.267, que foi sancionada em 6 de abril de 2016.

Essa norma regulamenta a criação e a organização de empresas juniores em instituições de ensino superior.

Para o senador, tal lei representa um marco histórico e “reforça a importância da educação empreendedora e da formação profissional de jovens universitários”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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