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Prefeito de Livramento diz ter sido vítima de golpes aplicados pela própria mãe

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O prefeito de Nossa Senhora do Livramento (MT), Thiago Gonçalo Lunguinho de Almeida, Dr. Thiago Almeida, afirmou nesta segunda-feira (5) que foi vítima de um esquema de golpes supostamente praticado pela própria mãe, Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, de 52 anos. As denúncias foram formalizadas em boletins de ocorrência registrados em outubro do ano passado e estão sob investigação da Delegacia de Estelionato.

Segundo o prefeito, apesar do vínculo biológico, ele foi criado desde os 5 anos de idade pelos avós paternos. Em depoimento à polícia, Thiago relatou que a mãe teria usado o cargo dele para ganhar credibilidade junto a terceiros, oferecendo supostos investimentos com promessa de altos rendimentos. Esquema teria durado quase um ano.

Conforme relatos das vítimas, Adriana iniciou o esquema pedindo valores baixos, cumprindo os pagamentos e fortalecendo a confiança dos investidores. Com o tempo, passou a solicitar quantias maiores, afirmando que as negociações teriam respaldo direto do prefeito — o que, segundo Thiago, nunca ocorreu.

Ainda de acordo com os registros policiais, ela teria utilizado folhas de cheque do filho com assinaturas falsificadas, além de montagens de conversas de WhatsApp para convencer as pessoas a entregar dinheiro.

Thiago, que também é médico, informou ter tentado internar a mãe em uma clínica de reabilitação, devido à dependência patológica em jogos de azar. Mesmo após cobranças e denúncias, ele afirma que Adriana continuou aplicando golpes.

Diante da situação, o prefeito disse que decidiu buscar internação compulsória para evitar novos prejuízos. Ao tomar conhecimento da medida, Adriana teria fugido, passando a viver em local desconhecido. Posteriormente, ela registrou um boletim de ocorrência contra o próprio filho.

Segundo Thiago, a mãe bloqueou quase todos os contatos no WhatsApp, mantendo apenas alguns, onde publica mensagens sugerindo rotina normal. As pessoas que teriam sido vítimas afirmam não conseguir mais contato com ela. Há suspeita de que terceiros estejam auxiliando na ocultação.

Em depoimento, o prefeito afirmou ter apresentado extratos bancários, documentos, prints e outras provas que demonstram que não participou de nenhuma negociação. Ele também destacou que foi o próprio responsável por levar o caso às autoridades.

Até o momento, 22 pessoas já registraram boletins de ocorrência, isentando Thiago de envolvimento.

“Provei por A mais B que sou tão vítima quanto os demais”, afirmou.

Ele também relatou que a mãe solicitou medida protetiva contra ele, pedido que foi inicialmente acatado pela Delegacia da Mulher.

Sobre o impacto pessoal do caso, Thiago desabafou: “Mesmo sendo minha mãe, e isso dói muito para mim, a Justiça precisa ser feita. Ela envolveu pessoas honestas, destruiu sonhos e famílias. Isso não pode ficar impune.”

A Delegacia de Estelionato continua ouvindo vítimas, analisando documentos e investigando movimentações financeiras. Por se tratar de investigação em curso, a Polícia Civil ainda não divulgou conclusões oficiais.

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Justiça Restaurativa inspira coleção literária de prevenção à violência contra a mulher em Sinop

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A experiência de acolhimento, escuta e diálogo vivenciada nos Círculos de Construção de Paz, desenvolvidos pela Justiça Restaurativa em Sinop, inspirou as escritoras e professoras Kelen Galvão e Jaqueline Diel a transformar essas vivências em literatura. O resultado é a coleção “Rompendo o Silêncio”, composta pelos livros “Você conhece o X?”, “Você conhece a Lei Maria da Penha?” e “Agora Chega!”, lançada em 1º de julho, no Shopping Sinop.

A iniciativa surgiu a partir da atuação das autoras como facilitadoras de Justiça Restaurativa. Em 2024, após participarem da formação de novos facilitadores promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, elas passaram a conduzir Círculos de Construção de Paz em escolas do município.

Posteriormente, Kelen e Jaqueline também passaram a integrar o projeto “Renascendo em Círculo”, que promove mensalmente círculos de construção de paz para o acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica, no Fórum de Sinop.

O contato direto com as participantes despertou nas autoras o desejo de ampliar o acesso a informações sobre a violência doméstica para além dos espaços institucionais. A literatura foi escolhida como ferramenta de prevenção, conscientização e educação.

A primeira obra da coleção, “Você conhece o X?”, apresenta o símbolo internacional de pedido silencioso de socorro: um pequeno “X” desenhado na palma da mão. O livro busca ampliar o conhecimento sobre esse mecanismo de proteção e incentivar a solidariedade diante de situações de violência.

Já “Você conhece a Lei Maria da Penha?” explica, em linguagem acessível, os direitos assegurados pela legislação. A obra destaca que a proteção legal não se limita às agressões físicas, abrangendo também as violências psicológica, moral, patrimonial e verbal.

Encerrando a coleção, “Agora Chega!” foi inspirado em histórias compartilhadas por mulheres atendidas nos círculos restaurativos, sem, contudo, reproduzir nomes ou situações concretas. A obra aborda o fortalecimento da autonomia feminina, o rompimento do ciclo da violência e a importância da rede de apoio.

A proposta também incentiva as mulheres a acolherem umas às outras, sem julgamentos, oferecendo apoio e encorajamento.

Para as autoras, a coleção busca estimular a reflexão desde a infância e levar informação de maneira simples e acessível a crianças, adolescentes e adultos. A expectativa é contribuir para a formação de uma cultura de respeito e de enfrentamento à violência contra a mulher.

A coordenadora da Justiça Restaurativa em Sinop, juíza Débora Caldas, destacou que iniciativas como essa ampliam o alcance do trabalho desenvolvido pelo Poder Judiciário e fortalecem as ações de prevenção.

“A Justiça Restaurativa promove escuta, acolhimento e responsabilização, mas também trabalha a prevenção. Quando essas experiências inspiram obras literárias voltadas à educação e à conscientização, o alcance dessa mensagem se multiplica. Investir na formação de crianças e adolescentes é um caminho essencial para construirmos uma sociedade que respeite as mulheres e rejeite todas as formas de violência”, afirmou.

O lançamento reuniu familiares, amigos, educadores e integrantes da comunidade. A expectativa das autoras é que os livros passem a integrar o acervo de escolas públicas e privadas de Sinop e de outros municípios, ampliando o acesso à informação e contribuindo para a formação de uma sociedade mais consciente, igualitária e comprometida com a proteção dos direitos das mulheres.

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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