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Queima do Alho atrai 10 mil pessoas e valoriza a cultura tropeira da Região Oeste

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Queima do alho 2025 2

Queima do alho 2025 2

Foto: ALEX RODRIGUES DA COSTA E OLIVEIRA

No último dia 27 de julho, o município de Pontes e Lacerda (445 km de Cuiabá) foi palco da 8ª edição da Queima do Alho, evento tradicional que abre as festividades da ‘Expoeste 2025’. Com entrada gratuita, o evento contou com 10 mil pessoas e homenageou a rica cultura tropeira da região do Vale do Guaporé e reuniu comitivas, produtores rurais, veículos de imprensa e a população local.

Representante da região na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) destinou emenda parlamentar no valor de R$ 400 mil para a viabilizar o evento e participou das festividades.

“Quero parabenizar a todos que vieram ao evento, em nome do Cido, presidente do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda, por organizar essa grande festa. Ao Executivo, governador Mauro Mendes, Otaviano Pivetta e Fábio Garcia por estarem juntos. A nossa Queima do Alho é uma das melhores”, destacou o parlamentar no dispositivo do evento.

Realizada desde 2016, a Queima do Alho contou este ano com a apresentação nacional da dupla Carreiro e Capataz. O evento promove a confraternização entre as comitivas e o público, fortalecendo a cultura tropeira da região.

A realização da festa contou com o apoio da ALMT, do Governo do Estado de Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Cultura, do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda e de emenda parlamentar do deputado Valmir Moretto, que tem trabalhado pelo fortalecimento das tradições culturais do interior mato-grossense.

Fonte: ALMT – MT

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Experiência em Comodoro inspira debate sobre criação de banco de boas práticas na educação prisional

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Foto horizontal que mostra uma mulher privada de liberdade sentada em uma sala de aula, lendo o livro A experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Comodoro, apresentada durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretarias de Estado de Educação e Justiça , despertou reflexões sobre a importância de ampliar o compartilhamento de iniciativas exitosas entre as unidades prisionais do estado.

Com o tema “Letras que Libertam: Educação e Leitura no Sistema Prisional”, a professora e facilitadora Luana Pâmela Cordeiro de Sousa Belmont apresentou na tarde desta quarta-feira (3) os resultados do trabalho de alfabetização e incentivo à leitura realizado junto às pessoas privadas de liberdade da unidade de Comodoro, evidenciando o potencial transformador da educação no processo de ressocialização.

Durante sua exposição, a educadora relatou que decidiu atuar de forma mais intensiva na alfabetização após constatar que alguns custodiados não sabiam sequer assinar o próprio nome.

“Fiquei incomodada com o fato de algumas pessoas não saberem nem assinar o nome. Muitas vezes existe a ideia de que o sistema prisional não é um espaço para adquirir conhecimento, mas encontrei pessoas com muita vontade de aprender. Elas queriam escrever o próprio nome, os nomes dos filhos e participar dos projetos de remição pela leitura”, contou.

Atualmente, cerca de 120 pessoas privadas de liberdade participam das atividades de remição pela leitura na unidade prisional. Paralelamente, dez estudantes integram as turmas de alfabetização, organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem.

Segundo a professora, o trabalho é desenvolvido com metodologias adaptadas à realidade dos alunos e busca fortalecer não apenas a alfabetização, mas também a autonomia e a autoestima dos participantes.

“Eu sempre digo que é impossível alguém passar pelas aulas sem aprender pelo menos o básico. Quero que saiam dali com condições de buscar uma oportunidade de trabalho, conversar com os filhos e ter mais independência. Trabalhamos a partir da realidade deles, do próprio nome, das experiências que carregam”, explicou.

A apresentação evidenciou o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas dentro do sistema prisional e suscitou discussões entre os participantes sobre a possibilidade de reunir experiências exitosas em um banco de boas práticas. A iniciativa permitiria registrar, compartilhar e difundir projetos que vêm apresentando resultados positivos em diferentes unidades prisionais de Mato Grosso, fortalecendo as políticas de educação e ressocialização.

Para Luana, independentemente do contexto em que esteja inserida, a educação continua sendo uma das mais importantes ferramentas de transformação social.

“A educação é um instrumento poderoso. Ela cria oportunidades, amplia horizontes e permite que as pessoas construam novas perspectivas para suas vidas”, afirmou.

A III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena é realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, em parceria com a Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). O evento é coordenado pelo juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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