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Virginia Mendes pede ao governador criação urgente de gabinete para reforçar ações contra feminicídios em MT

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, solicitou ao governador Mauro Mendes, nesta quinta-feira (27/11), a criação urgente de um Gabinete de Combate à Violência Doméstica, estrutura que reunirá e coordenará as ações estaduais voltadas ao enfrentamento dos casos de violência doméstica e feminicídio.

Mesmo em missão oficial fora do país, Virginia enviou uma mensagem direcionada à população mato-grossense, especialmente às mulheres, demonstrando preocupação com o avanço da violência.

“Eu quero me dirigir a todos os mato-grossenses, em especial a todas as mulheres do nosso estado. Como mulher jamais ficarei em paz enquanto tivermos um único caso de feminicídio no Mato Grosso ou no Brasil. Cobro leis mais duras, prisão perpétua para feminicidas e também cobro e apoio o Mauro em todas as ações de combate à violência doméstica em nosso estado. Nunca o Governo do Estado investiu tanto no combate à violência doméstica e no combate ao feminicídio, em todas as áreas. Mas cada crime machuca muito a todas nós. Por isso, para aumentar ainda mais a nossa rede de proteção e a nossa luta contra a violência doméstica, propus ao Mauro a criação de algumas medidas importantes “, declarou.

A primeira-dama detalhou as medidas que apresentou ao governador para ampliar a rede de proteção.

“Propus ao Mauro o aumento do valor do SER Família Mulher, a inclusão do tema combate à violência doméstica na grade escolar e a criação urgente de um gabinete exclusivo para coordenar as ações do governo em todas as secretarias, com foco total no enfrentamento à violência doméstica” afirmou.

Segundo Virginia, o gabinete permitirá ações mais integradas, eficientes e rápidas, garantindo monitoramento constante e proteção às mulheres em situação de risco.

A proposta segue para análise do Governo do Estado. O gabinete irá integrar e fortalecer as ações já desenvolvidas por várias secretarias, incluindo a Setasc, além da rede de proteção e dos programas sociais voltados às mulheres em Mato Grosso.

Virginia Mendes afirmou que a luta contra a violência doméstica e o feminicídio continuará de forma permanente.

“Vamos continuar firmes e não vamos descansar enquanto o feminicídio ainda existir no nosso país. Muito obrigada e que Deus abençoe a todos nós” afirmou.

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Experiência em Comodoro inspira debate sobre criação de banco de boas práticas na educação prisional

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Foto horizontal que mostra uma mulher privada de liberdade sentada em uma sala de aula, lendo o livro A experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Comodoro, apresentada durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretarias de Estado de Educação e Justiça , despertou reflexões sobre a importância de ampliar o compartilhamento de iniciativas exitosas entre as unidades prisionais do estado.

Com o tema “Letras que Libertam: Educação e Leitura no Sistema Prisional”, a professora e facilitadora Luana Pâmela Cordeiro de Sousa Belmont apresentou na tarde desta quarta-feira (3) os resultados do trabalho de alfabetização e incentivo à leitura realizado junto às pessoas privadas de liberdade da unidade de Comodoro, evidenciando o potencial transformador da educação no processo de ressocialização.

Durante sua exposição, a educadora relatou que decidiu atuar de forma mais intensiva na alfabetização após constatar que alguns custodiados não sabiam sequer assinar o próprio nome.

“Fiquei incomodada com o fato de algumas pessoas não saberem nem assinar o nome. Muitas vezes existe a ideia de que o sistema prisional não é um espaço para adquirir conhecimento, mas encontrei pessoas com muita vontade de aprender. Elas queriam escrever o próprio nome, os nomes dos filhos e participar dos projetos de remição pela leitura”, contou.

Atualmente, cerca de 120 pessoas privadas de liberdade participam das atividades de remição pela leitura na unidade prisional. Paralelamente, dez estudantes integram as turmas de alfabetização, organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem.

Segundo a professora, o trabalho é desenvolvido com metodologias adaptadas à realidade dos alunos e busca fortalecer não apenas a alfabetização, mas também a autonomia e a autoestima dos participantes.

“Eu sempre digo que é impossível alguém passar pelas aulas sem aprender pelo menos o básico. Quero que saiam dali com condições de buscar uma oportunidade de trabalho, conversar com os filhos e ter mais independência. Trabalhamos a partir da realidade deles, do próprio nome, das experiências que carregam”, explicou.

A apresentação evidenciou o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas dentro do sistema prisional e suscitou discussões entre os participantes sobre a possibilidade de reunir experiências exitosas em um banco de boas práticas. A iniciativa permitiria registrar, compartilhar e difundir projetos que vêm apresentando resultados positivos em diferentes unidades prisionais de Mato Grosso, fortalecendo as políticas de educação e ressocialização.

Para Luana, independentemente do contexto em que esteja inserida, a educação continua sendo uma das mais importantes ferramentas de transformação social.

“A educação é um instrumento poderoso. Ela cria oportunidades, amplia horizontes e permite que as pessoas construam novas perspectivas para suas vidas”, afirmou.

A III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena é realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, em parceria com a Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). O evento é coordenado pelo juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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