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Polícia Federal prende motorista com celulares e medicamentos contrabandeados em Foz do Iguaçu/PR

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Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal prendeu, na manhã deste sábado (3/1), um motorista de ônibus que transportava mercadorias de origem estrangeira introduzidas ilegalmente no país, durante fiscalização realizada na BR-277, nas proximidades da Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu.

A ação teve início após o recebimento de informações indicando que ônibus de linha estariam sendo utilizados para o transporte de mercadorias provenientes de descaminho. Diante disso, policiais federais passaram a realizar diligências e vigilância na região.

Por volta das 8h30, os agentes identificaram um ônibus de uma empresa de viagens interestaduais que trafegava no sentido Foz do Iguaçu. O veículo foi acompanhado de forma velada até a entrada da Rodoviária Internacional, onde foi realizada a abordagem.

O ônibus era conduzido por um homem que estava sozinho no veículo e demonstrou nervosismo durante a fiscalização. Em inspeção minuciosa, foram localizados compartimentos ocultos na área do condutor, onde estavam escondidos diversos produtos de origem estrangeira, entre eles aparelhos celulares e centenas de ampolas de medicamento, introduzidos de forma irregular no país.

Os medicamentos estavam acondicionados em ambiente de temperatura elevada, em desacordo com as orientações técnicas de armazenamento e transporte, que determinam a manutenção do produto sob refrigeração.

O condutor informou que receberia pagamento em dinheiro pelo transporte das mercadorias e declarou ter conhecimento da ilegalidade da carga, cujo destino final seria a cidade de São Paulo/SP.

Durante a ação, o motorista apresentou mal-estar e foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), sendo constatada queda de pressão arterial, sem necessidade de encaminhamento hospitalar.

Diante dos fatos, o indivíduo foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, juntamente com as mercadorias apreendidas, para os procedimentos legais cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR
[email protected]
@pffoz

Fonte: Polícia Federal

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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