LUCAS DO RIO VERDE
Prefeitura entrega documentário, acervo expositivo e decreto que reconhece Festa de São Cristóvão como Patrimônio Cultural Imaterial
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo e do Museu Histórico, realizou na noite deste sábado (25), a entrega oficial dos produtos finais da pesquisa histórica e cultural da Festa de São Cristóvão. A cerimônia reuniu autoridades, lideranças e moradores da comunidade para marcar três importantes conquistas para a preservação da memória luverdense: a entrega do documentário sobre a pesquisa histórica e cultural da festa, dos totens expositivos que passam a integrar o acervo permanente da comunidade e do Decreto Municipal que reconhece oficialmente a Festa de São Cristóvão como Patrimônio Cultural Imaterial de Lucas do Rio Verde.
A iniciativa conclui um trabalho desenvolvido desde 2021 pelo Museu Histórico, com entrevistas, registros fotográficos, levantamento documental e coleta de depoimentos de pioneiros e moradores. Todo esse material deu origem ao primeiro Inventário Participativo de um bem cultural de natureza imaterial realizado no município, registrando a história, a fé e as tradições que fazem da Festa de São Cristóvão a celebração mais antiga de Lucas do Rio Verde.
O documentário, no formato audiovisual, reúne relatos, imagens históricas e memórias da comunidade, registrando a trajetória da festa desde seus primeiros anos. O material estará disponível em breve no acervo do Museu Histórico e nos canais oficiais da Prefeitura de Lucas do Rio Verde. Também será encaminhado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), contribuindo para a preservação e difusão desse patrimônio cultural.
(Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Outra entrega realizada foi a dos totens expositivos produzidos durante a pesquisa. Após percorrerem escolas e outros espaços públicos em ações de educação patrimonial, os painéis passam a integrar definitivamente o acervo da Comunidade São Cristóvão, formando uma exposição permanente sobre a história da festa.
O momento mais simbólico da cerimônia foi a entrega do Decreto Municipal que reconhece oficialmente a celebração como Patrimônio Cultural Imaterial de Lucas do Rio Verde, reforçando sua importância histórica, religiosa, social e cultural.
(Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A secretária de Cultura e Turismo, Luciana Bauer, destacou que a conclusão do trabalho representa um legado para toda a população.
“Hoje celebramos muito mais do que a conclusão de um projeto. Celebramos a preservação da história, da memória, da fé e da identidade cultural de Lucas do Rio Verde.”
O coordenador do Museu Histórico, Oliveira Neto, que esteve à frente da pesquisa desde o início, ressaltou que a conclusão do inventário representa a garantia de que a história da comunidade permanecerá preservada.
“Concluir esse trabalho representa muito mais do que finalizar uma pesquisa. É garantir que a história da Festa de São Cristóvão permaneça preservada de forma permanente. O documentário, os totens, o inventário e o decreto formam um conjunto de registros que fortalece a memória da comunidade e assegura que esse patrimônio seja conhecido pelas futuras gerações.”
Ainda de acordo com Oliveira Neto, o documentário, a pesquisa, os totens e o reconhecimento oficial fortalecem a preservação da memória local e ampliam as possibilidades de valorização da Festa de São Cristóvão por meio de ações culturais, educativas e de turismo.
(Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A pioneira da comunidade, Sandra Barzotto, acompanhou a cerimônia e se emocionou ao ver a trajetória da Festa de São Cristóvão registrada para as futuras gerações.
“A gente viveu essa história desde o começo. Ver tudo isso registrado em um documentário, na pesquisa e agora reconhecido oficialmente como patrimônio é uma alegria muito grande. É a certeza de que nossos filhos, netos e todas as pessoas que vierem depois vão conhecer a história da nossa comunidade e da nossa festa. Só tenho a agradecer a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, a Secretaria e todos que contribuíram para que o sonho se tornasse realidade hoje.”
O Inventário Participativo teve sua devolutiva inicial apresentada em 2023. Com a entrega do documentário, dos totens expositivos e do decreto de reconhecimento, o trabalho é oficialmente concluído, reforçando o compromisso da Prefeitura de Lucas do Rio Verde com a preservação da memória e da identidade cultural do município.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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