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Lei Rouanet movimenta economia e gera retorno bilionário ao país

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A cada R$ 1 investido por meio da Lei Rouanet, R$ sete retornam para a economia e para a sociedade. Em 2024, a renúncia fiscal que ficou na ordem de quase R$ 3 bilhões gerou um impacto de R$ 25 bilhões para o país. É o que revelam números divulgados nesta sexta-feira pela ministra da cultura, Margareth Menezes, durante participação no programa Bom Dia Ministra, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Margareth antecipou dados de uma pesquisa da Fundação Estudo Vargas.

Para cada R$ 1 que nós investimos em Lei Rouanet, volta sete. Esse estudo vai desde a hora que a pessoa vende, por exemplo, o tecido para fazer a roupa do show, da apresentação, do teatro, da apresentação de tudo que a indústria da cultura mobiliza, né? Até a sua entrega. Eles fizeram uma pesquisa com o ano de 2024, que entrou na questão do financiamento do perdão fiscal, quase 3 bilhões.Fez gerar 25 bilhões na economia nacional.

A ministra afirmou ainda que existe má-fé em relação ao investimento em cultura.

Esse dinheiro que entra na cultura, ele volta para a economia brasileira. As pessoas pegam isso para comprar coisas e também uma outra coisa que identificou que 80% das empresas são médias e pequenas empresas e que a maior parte dos cachês são cachês de 1 mil, de 5 a 3% só que têm cachês acima de 10 mil.  Então, assim, existe uma má-fé em relação a essa questão do investimento na cultura.

A Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda para patrocinar projetos culturais, recebendo abatimento fiscal como benefício. Entre 2023 e 2025, a lei captou cerca de R$ 3 bilhões.


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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