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CGE disponibiliza assistente virtual à população para orientar sobre atuação e serviços oferecidos pelo órgão

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A Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE) disponibilizou, nesta quinta-feira (27.6), em seu site institucional, uma assistente virtual para fornecer respostas rápidas e automáticas a perguntas de qualquer cidadão sobre a atuação e os serviços do órgão. Denominada Maitê, a ferramenta foi desenvolvida para esclarecer dúvidas frequentes sobre a CGE, reduzindo a necessidade de atendimentos presenciais e por telefone.

Desenvolvida com base em inteligência artificial, a assistente virtual atua como um canal direto de comunicação com a Controladoria, ao fornecer orientações sobre auditoria, controle, corregedoria, integridade, ouvidoria, transparência e outras informações de competência do órgão.

É importante destacar que todas as informações fornecidas pela assistente virtual são de caráter informativo. O serviço não substitui os canais oficiais para envio de denúncias, pedidos de informação ou esclarecimentos específicos, os quais permanecem ativos e acessíveis no site da CGE.

De acordo com a secretária adjunta de Ouvidoria-Geral e Transparência em substituição, Aline Landini, a ferramenta foi criada para ampliar o suporte ao cidadão e tornar mais acessíveis os conteúdos e atividades da Controladoria.

“A Maitê é uma assistente virtual desenvolvida para esclarecer dúvidas sobre os serviços da CGE e orientar o cidadão em temas como integridade, combate à corrupção e transparência. Ela responde perguntas, disponibiliza links e direciona para informações relevantes. A proposta é facilitar o entendimento sobre o papel da CGE, seus programas de integridade, macrofunções e também temas como ouvidoria, corregedoria, o que é um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e como obter a certidão de que a pessoa não responde a PAD, entre outros”, explicou.

A iniciativa foi desenvolvida pela Unidade de Inteligência e integra as ações da CGE voltadas à modernização da gestão pública e ao fortalecimento da comunicação com a sociedade. A assistente virtual Maitê já está disponível na página inicial do site da CGE-MT: www.cge.mt.gov.br

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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