Mato Grosso
Vigia Mais MT auxilia forças de segurança em duas prisões por violência doméstica em menos de 72 horas
Mato Grosso
A atuação integrada das Forças da Segurança Pública de Mato Grosso resultou no cumprimento de dois mandados de prisão em aberto por crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, em um intervalo de menos de 72 horas, com o apoio das câmeras do programa Vigia Mais MT. As ações reforçam a política de Tolerância Zero do Governo do Estado no enfrentamento à violência no âmbito familiar e na proteção das vítimas.
Um dos casos foi registrado em Rondonópolis (212 km de Cuiabá), nesta segunda-feira (2.2), quando um homem de 28 anos foi identificado por meio do sistema de reconhecimento facial, durante monitoramento em tempo real. Após a confirmação da identidade, foi constatada a existência de mandado de prisão em aberto, expedido pela 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. As informações foram imediatamente repassadas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) de Rondonópolis, que acionou equipes do 4º Batalhão da Polícia Militar, resultando na prisão do foragido.
O outro caso ocorreu em Cuiabá, onde um homem de 44 anos, foragido da Justiça por violência doméstica e familiar contra a mulher, foi preso na sexta-feira (30.1), na região do Centro Político Administrativo, após ser identificado pelas câmeras do Vigia Mais MT. A leitura automática de placas identificou a motocicleta conduzida pelo suspeito e, após checagem nos sistemas de segurança pública, foi confirmado mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá. A abordagem foi realizada por equipes do 3º Batalhão da Polícia Militar.
Em ambos os casos, os suspeitos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Judiciária Civil e permanecem à disposição da Justiça.
Vigia Mais MT
Atualmente, 130 municípios aderiram ao programa Vigia Mais MT. Ao todo, 19.900 câmeras foram entregues, sendo 15.900 em operação no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). O programa é uma das principais ferramentas do Estado no apoio às ações das forças de segurança e na promoção da segurança da população.
*Sob supervisão de Alecy Alves
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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