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Senador ou deputado? Veja o que faz cada representante eleito em 2026

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Nas eleições de 2026, os brasileiros não vão às urnas apenas para escolher presidente da República e governadores. O eleitorado também definirá os novos representantes do Poder Legislativo, com a eleição de senadores, deputados federais e deputados estaduais. Embora todos tenham como atribuições principais a elaboração de leis e a fiscalização dos governos, cada cargo atua em uma esfera diferente.

Os senadores representam os estados e o Distrito Federal no Congresso Nacional. Além de discutir e votar projetos de lei e fiscalizar o Executivo Federal, também possuem atribuições exclusivas, como analisar indicações do presidente da República para determinados cargos, a exemplo de ministros do Supremo Tribunal Federal e dirigentes do Banco Central, além de atuar no julgamento de autoridades em processos por crimes de responsabilidade previstos na Constituição. O mandato é de oito anos e, em 2026, serão renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado, com cada eleitor podendo votar em dois candidatos.

Já os deputados federais representam a população dos estados e do Distrito Federal na Câmara dos Deputados. Entre suas funções estão propor, discutir e votar leis de interesse nacional, participar da elaboração do Orçamento da União e fiscalizar os atos e gastos do governo federal. A Câmara também possui competências próprias, como autorizar a instauração de processo por crime de responsabilidade contra o presidente da República, o vice-presidente e outras autoridades previstas na Constituição.

Os deputados estaduais, por sua vez, atuam nas Assembleias Legislativas e exercem mandato de quatro anos. Eles são responsáveis por elaborar leis sobre matérias de competência estadual, fiscalizar a atuação dos governadores e participar da discussão e aprovação do orçamento de cada Estado. Também integram comissões e discutem políticas públicas em áreas como saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico.

Em resumo, o senador atua representando o Estado no Congresso e possui algumas competências exclusivas; o deputado federal representa a população no Legislativo nacional; e o deputado estadual trabalha diretamente sobre questões de competência do Estado. Conhecer as atribuições de cada cargo é fundamental para que o eleitor saiba exatamente o que pode cobrar dos candidatos escolhidos nas urnas.

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Gasto com pessoal deixa Cuiabá a R$ 11 milhões do limite prudencial

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A Prefeitura de Cuiabá se aproximou do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para despesas com pessoal. O gasto acumulado nos últimos 12 meses chegou a R$ 2,141 bilhões, o equivalente a 51,03% da Receita Corrente Líquida (RCL) ajustada). Com isso, o município ficou a apenas 0,27 ponto percentual do limite prudencial, fixado em 51,30%.

Os números constam no Relatório de Gestão Fiscal referente ao segundo quadrimestre de 2026, publicado pela própria Prefeitura na Gazeta Municipal. O limite de alerta previsto na legislação é de 48,60%, enquanto o teto máximo para a despesa com pessoal do Executivo municipal é de 54% da RCL.

Na prática, a margem financeira até o limite prudencial é de aproximadamente R$ 11,5 milhões. O cenário reduz o espaço para a administração municipal ampliar despesas permanentes com pessoal e exige atenção à evolução da folha nos próximos meses.

A situação ganha relevância porque a Prefeitura mantém uma folha salarial expressiva. Somente em agosto, a administração municipal informou que desembolsaria R$ 148,8 milhões em valores brutos para o pagamento dos servidores, incluindo salários, benefícios, férias, horas extras e outras verbas.

A LRF estabelece restrições quando a despesa com pessoal ultrapassa o limite prudencial. Entre as medidas previstas estão vedações à concessão de vantagens, aumentos, reajustes ou adequações de remuneração, ressalvadas as hipóteses previstas na própria legislação, além de restrições para criação de cargos e novas admissões.

A própria Lei de Diretrizes Orçamentárias de Cuiabá para 2026 determina que as despesas com pessoal sejam planejadas de modo a respeitar os limites estabelecidos pela legislação fiscal. O texto municipal também prevê restrições quando a despesa ultrapassa 57% da RCL, correspondente a 95% do limite máximo de 60% considerado para o município.

O avanço do gasto ocorre ainda em meio a novas necessidades de contratação na estrutura municipal. Na Educação, por exemplo, a Prefeitura abriu neste mês processo seletivo para 1.520 profissionais temporários que deverão atuar na rede municipal durante o ano letivo de 2027. A medida foi justificada pela necessidade de substituir servidores afastados e atender demandas temporárias da rede.

O cenário, portanto, coloca a gestão do prefeito Abilio Brunini diante do desafio de manter os serviços públicos e a folha em dia sem comprometer os limites fiscais. Caso a despesa continue avançando e ultrapasse o limite prudencial, a Prefeitura terá de observar as restrições previstas na LRF e adotar medidas para controlar o crescimento dos gastos.

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