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Ação conjunta do CRM-MT, Polícia Civil e Vigilância Sanitária combate atuação de falsos médicos

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A Polícia Civil, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) e a Vigilância Sanitária de Barra do Garças realizaram, nesta quinta-feira (23.10), a Operação Jaleco, em que dois casos de exercício ilegal da medicina foram constatados. Os dois falsos médicos realizavam procedimentos estéticos.

Além da prática de exercício ilegal da medicina, a Operação Jaleco também fiscalizou a comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento sem a observância das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em clínicas médicas e consultórios no município. A atuação em conjunto dos três órgãos verificou também a estrutura física destes estabelecimentos e a documentação exigida para o funcionamento destas unidades.

Em um dos casos, a ação foi desencadeada após o recebimento de uma denúncia de que uma falsa médica, sem registro junto ao CRM-MT, realizaria procedimentos estéticos em uma clínica. Este serviço, inclusive, era ofertado por meio de propagandas nas redes sociais, fato constatado pela fiscalização.

A falsa médica chegou a buscar sua inscrição junto ao CRM-MT, por meio da revalidação de um diploma emitido no exterior. No entanto, a universidade responsável pelo processo cancelou o procedimento e ela teve sua inscrição junto ao órgão cancelada.

Os agentes constataram que ela atendia em uma clínica clandestina, sem alvará de funcionamento e sem identificação da fachada. A entrada na casa só foi possível após expedição de mandado de busca e apreensão. Embora a suspeita não tenha sido encontrada no local, a polícia apreendeu o carimbo usado por ela e termos de consentimentos assinados por pacientes. Há ainda a suspeita de que ela, mesmo sem registro, teria assinado um contrato com o Poder Público para atuar como perita.

O outro caso foi constatado em uma clínica odontológica, onde um farmacêutico realizava procedimentos cirúrgicos estéticos, incluindo lipoaspiração. Os agentes localizaram medicamentos, que foram apreendidos e o suspeito foi autuado em flagrante. O espaço usado por ele na clínica foi interditado.

A operação também identificou irregularidades em outras clínicas, como a comercialização de medicamentos vencidos e a ausência de equipamentos básicos exigidos para que estes espaços funcionem.

Presidente do CRM-MT, Diogo Leite Sampaio destacou que o exercício ilegal da medicina, além de um crime, coloca em risco a vida das pessoas que se submetem a estes atendimentos e procedimentos.

“Garantir que a população tenha um atendimento de qualidade, feito por profissionais devidamente capacitados e habilitados, é uma das nossas missões. A integração dos órgãos públicos, como neste caso, é fundamental para que possamos coibir a prática destes ilícitos”.

Denúncias sobre casos de exercício ilegal da medicina podem ser feitas, inclusive de forma anônima, pelos canais oficiais da Polícia Civil (197 e Delegacia Digital), da Vigilância Sanitária e do CRM-MT, por meio do e-mail [email protected].

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre mandados contra suspeita de aplicar golpe imobiliário em Lucas do Rio Verde

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Falso Locador para cumprir ordens judiciais dentro de uma investigação sobre um golpe envolvendo um falso anúncio de locação de imóvel em Lucas do Rio Verde.

Na operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, um de quebra de sigilo telefônico e um de sequestro de valores, expedidos pelo Núcleo 4.0 do Juiz das Garantias – Polo de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Lucas do Rio Verde.

O alvo da operação é uma mulher, investigada por inserir anúncio fraudulento de uma residência localizada no município de Lucas do Rio Verde, induzindo vítimas a acreditar na veracidade da oferta.

As investigações apontaram que a negociação era realizada por meio de aplicativo de mensagens e plataformas, como o Marketplace. Para ludibriar as vítimas, a investigada informava estar impossibilitada de acompanhar presencialmente a locação, alegando estar em viagem, mas permitindo a visitação do imóvel.

Ao ludibriar a vítima, a investigada conseguiu convencê-la a realizar transferências bancárias via Pix, no valor de R$ 3 mil, sob o pretexto de caução. Posteriormente, ela pediu mais R$ 4 mil, alegando antecipação de aluguel e custos adicionais.

Após a obtenção dos valores, a suspeita interrompeu o contato, sendo posteriormente constatado que o imóvel anunciado não estava disponível para locação, caracterizando o golpe. Durante a investigação, foram reunidos diversos elementos probatórios que indicam a materialidade do crime e indícios relevantes de autoria.

As apurações demonstraram que a suspeita utilizou meios digitais estruturados, incluindo contas bancárias recém-criadas e linhas telefônicas vinculadas a terceiros, o que evidencia uma estratégia deliberada para dificultar a identificação e o rastreamento das operações ilícitas.

O delegado Breno Houly Palmeira, responsável pelas investigações, representou ao Poder Judiciário pela expedição de mandados de busca e apreensão domiciliar, bem como pela autorização de acesso a dados telefônicos e telemáticos.

“As medidas são consideradas essenciais para aprofundar a investigação, identificar possíveis coautores e recuperar ativos provenientes da atividade criminosa”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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