Mato Grosso
Seduc publica edital para seleção de monitores que participarão da 4ª edição de Programa de Intercâmbio
Mato Grosso
A Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) publicou, nesta segunda-feira (24.11), o edital para seleção dos 14 Monitores de Língua Inglesa da rede pública estadual que participarão da nova edição do Programa de Intercâmbio MT no Mundo, que acontecerá em 2026.
A inscrição para participar pode ser realizada por todos os servidores da rede estadual de ensino que estejam lotados no Órgão Central ou nas Diretorias Regionais de Educação (DREs) no ano letivo de 2026, através do link.
Para participar, o servidor deve ser efetivo ou contratado da Seduc e possuir vínculo ativo no ano de 2025 e continuidade ou renovação em 2026 até o momento de embarque ao país de destino.
Além disso, o candidato também deve ter nível superior completo e proficiência mínima de B1 no Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (QECR), que deverá ser comprovado através de exame de proficiência TOEIC ou TOEFL.
A seleção dos monitores conta com duas etapas: a primeira consiste na análise documental do candidato, verificando a conformidade dos materiais enviados no período de inscrição.
Já para a segunda etapa, será realizada uma entrevista, de forma online. O objetivo é avaliar o perfil profissional, motivação e capacidade de comunicação em inglês.
Os servidores convocados deverão participar de reuniões, palestras e videoconferências presenciais ou online, quando solicitado pela Seduc ou pela DRE. Da mesma forma, também deverão acompanhar avisos, comunicados e informações oficiais sobre o programa e acompanhar, auxiliar e supervisionar os estudantes do grupo.
Com três semanas de duração em um país de língua inglesa, o programa faz parte da Política Educacional de Línguas Estrangeiras da Seduc, uma das 30 políticas que compõem o Plano Educação 10 Anos, que busca posicionar a rede estadual entre as cinco mais bem avaliadas do país até 2032.
Para mais informações, acesse o edital em anexo.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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