Polícia
Polícia Civil mira grupo familiar envolvido na divulgação de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro
Polícia
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Aposta Perdida, para cumprir 34 ordens judiciais contra um grupo criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.
As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro cautelares de apreensão de passaporte e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões. Todas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com apoio da Diretoria de Inteligência, identificou um esquema estruturado de obtenção de valores ilícitos por meio da divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”, que são consideradas ilegais por não estarem regulamentadas no país.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema, no Estado de Santa Catarina. Entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar, além de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, que seriam utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.
A operação tem como objetivo desarticular o esquema criminoso, interromper a circulação de valores ilícitos e aprofundar a coleta de provas, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos.
Jogos digitais e lavagem de dinheiro
Os elementos apurados apontaram que os investigados utilizavam redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados. O modelo de funcionamento apresentava características típicas de pirâmide financeira, em que os rendimentos dependiam da entrada de novos usuários.
Apontado como principal articulador do esquema, o alvo principal exercia papel central na movimentação financeira e na ocultação dos valores ilícitos ganhos com a divulgação dos jogos de azar, utilizando empresas e bens de alto valor para dar aparência de legalidade aos recursos.
As investigações também apontaram que os valores obtidos eram dissimulados por meio de empresas, movimentações financeiras fracionadas e aquisição de bens de alto valor, incluindo imóveis de luxo, veículos importados, como BMW, Land Rover e Porsche, e outros patrimônios incompatíveis com a renda declarada.
Há indícios ainda de uso de “laranjas” e empresas de fachada, bem como transações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios técnicos produzidos ao longo da investigação evidenciaram movimentações milionárias, divergências fiscais e vínculos com outras pessoas investigadas por crimes semelhantes, além de conexões com plataformas e contatos internacionais associados a fraudes digitais.
Influencers
As investigações também apontaram o papel central da esposa e da cunhada do principal investigado, que atuavam como influenciadoras digitais no esquema criminoso e utilizavam suas redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis e elevados.
Por meio de postagens frequentes, ostentação de resultados e divulgação de links para acesso aos jogos, as investigadas ampliavam o alcance das plataformas, muitas vezes utilizando contas demonstrativas para simular lucros. Além de fomentar a adesão de novos usuários, essa atuação contribuía diretamente para a geração de receitas ilícitas, posteriormente inseridas no sistema financeiro por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação.
Vida de alto padrão
O alto padrão de vida ostentado pelos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.
Mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em um curto espaço de tempo, imóveis de alto padrão, veículos de luxo, realizou viagens frequentes e passou a ostentar elevado padrão financeiro nas redes sociais, sem lastro econômico lícito que justificasse tais aquisições.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Polícia Civil apreende 152 quilos de entorpecentes e desarticula ponto de distribuição ligado a facção criminosa
Aproximadamente 152 quilos de substância entorpecente foram apreendidos pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (22.4), em ação realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que resultou na desarticulação de um ponto de armazenamento e distribuição de drogas em Várzea Grande.
Dentre o entorpecente apreendido está uma carga de aproximadamente 140 quilos de skunk, conhecida como supermaconha, apreendida na BR-364. Quatro adultos foram presos e um menor foi apreendido em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico e integrar organização criminosa.
Entre os presos, está o motorista do caminhão em que a carga de drogas foi apreendida e outras quatro pessoas que estavam na residência que funcionava como ponto de armazenamento e distribuição das drogas.
A apreensão de entorpecente ocorreu durante continuidade de investigações da Denarc que apontavam que uma residência localizada no bairro Parque Paiaguás estaria sendo utilizada por integrantes de uma organização criminosa para guardar e distribuir entorpecentes, inclusive para outros Estados.
Apreensão na rodovia
Com base em informações levantadas pela Denarc, a PRF realizou a abordagem de um caminhão Hyundai/HR, na rodovia BR-364, que havia sido monitorado por suspeita de transporte de drogas.
Durante a fiscalização, os policiais localizaram sete sacos contendo 90 tabletes prensados e 80 não prensados de skunk, totalizando cerca de 139,25 quilos da droga.
Questionado, o motorista do veículo confessou que realizava o transporte do entorpecente e que receberia pagamento pelo serviço, sendo a carga destinada ao estado de São Paulo.
Ponto de drogas em Várzea Grande
Após a confirmação da apreensão, equipes da Denarc se deslocaram até o imóvel investigado. No local, os policiais flagraram três suspeitos manipulando entorpecentes no momento da chegada das equipes.
Ao perceber a chegada dos policiais, os suspeitos tentaram fugir e chegaram a danificar aparelhos celulares, sendo necessário o uso de força moderada para contê-los e realizar a detenção.
Durante buscas no local, foram apreendidos 19 tabletes de skunk, 92 porções pequenas de maconha prontas para venda e outras porções maiores da mesma substância, porções de cocaína, diversas balanças de precisão, materiais utilizados para fracionamento e embalagem e R$ 1.050 em dinheiro, além de máquina de cartão e outros apetrechos.
Diante das evidências, os suspeitos foram conduzidos à unidade especializada, sendo constatado que um deles é menor de idade, o qual foi separado dos demais conforme prevê a legislação.
O motorista do caminhão também foi preso em flagrante por tráfico de drogas. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e a extensão da atuação do grupo criminoso.
O delegado responsável pelas investigações, André Rigontato, reforça a importância da atuação integrada entre a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal no combate ao tráfico interestadual de drogas, permitindo a interrupção de rotas logísticas utilizadas por organizações criminosas.
“As investigações continuam com o objetivo de desarticular completamente a estrutura do grupo criminoso e responsabilizar todos os envolvidos”, disse o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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