Mato Grosso

Forças de segurança de MT impedem a 59ª invasão de terra e prendem homem em flagrante

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As forças de segurança de Mato Grosso frustraram a 59ª tentativa de invasão de terras, nesta quinta-feira (31.7), em General Carneiro (a 454 km de Cuiabá). Um homem foi preso em flagrante, e duas armas longas foram apreendidas. A ação faz parte do programa Tolerância Zero contra ocupações ilegais.

Uma equipe do 1º Pelotão PM de Novo São Joaquim foi acionada após uma denúncia anônima informar sobre uma invasão à Fazenda Aliança. No local, policiais militares localizaram um homem que afirmou ter sido contratado por outro indivíduo para ocupar a área, mediante pagamento mensal.

A entrada no imóvel foi forçada com arrombamento dos cadeados da sede da fazenda, que se encontrava desabitada.

Durante buscas na residência, foram localizadas duas espingardas, além de 48 munições de calibre 28 e 32. Também foram encontrados diversos cartuchos deflagrados e materiais para recarga de munições, como pólvora, chumbo e espoletas.

Ainda na área da fazenda, os policiais apreenderam duas motosserras sem documentação, redes de pesca e cães com ferimentos graves, compatíveis com uso em caça predatória.

O homem foi detido e apresentado na delegacia da Polícia Civil pelos crimes de esbulho possessório, posse irregular de arma de fogo, recarga artesanal de munições, pesca predatória e uso de motosserras sem licença ambiental.

Outra invasão

Na quarta-feira (29.7), policiais militares de Santo Antônio de Leverger impediram a 58ª invasão ao identificar a ocupação de uma área próxima da cidade. No local, foram encontrados diversos barracos de lona, além de lotes demarcados por nomes dos possíveis posseiros.

Os militares fizeram buscas, mas os suspeitos não foram localizados e nenhum material ilícito foi encontrado no local. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, que investiga os suspeitos.

As ações reforçam o compromisso do Governo do Estado no combate permanente aos crimes ambientais e invasões ilegais de terra.

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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